quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

BES e Isabel dos Santos entre os 15 casos da grande corrupção em todo o mundo !

O Banco Espírito Santo e a empresária angolana Isabel dos Santos estão entre os 15 casos "mais simbólicos da grande corrupção" em todo o mundo, que a Transparência Internacional colocou esta quarta-feira em votação.
Os 15 casos "mais simbólicos da grande corrupção" foram escolhidos pela Transparência Internacional (TI) a partir de 383 candidaturas que chegaram a esta Organização Não-Governamental (ONG) através dos seus parceiros em vários países, tendo sido definido como critérios o uso da posição de último beneficiário em operações de offshore ou em participações de sociedades anónimas, abusos de direitos humanos e escala da corrupção envolvida.
A votação online pode ser feita entre esta quarta-feira, Dia Internacional contra a Corrupção, e 9 de fevereiro de 2016, lançando depois a TI um debate sobre a forma como punir o corrupto mais votado.
Além do BES e de Isabel dos Santos, da lista em votação integra também a petrolífera brasileira Petrobras, o presidente da Guine Equatorial, Teodoro Obiang, a Federação Internacional de Futebol (FIFA) e o político da Republica Dominicana Felix Bautista.
Os antigos presidente da Tunísia, Ben Ali, do Panamá, Martinelli, do Egipto, Mubarak, e da Ucrânia, Yanukovych, a empresa governamental chinesa de infraestruturas, o estado norte-americano de Delaware, por permitir o registo anónimo de empresas, a fundação da Chechénia Akhmad Kadyrov, a corrupção sistémica nas instituições no Líbano e a junta governamental da Birmânia são outros dos 15 casos "mais simbólicos da grande corrupção".
O escândalo do Banco Espírito Santo, presidido por Ricardo Salgado, rebentou no verão de 2014, estando o processo a ser investigado na justiça portuguesa por suspeitas de falsificação, falsificação informática, burla qualificada, abuso de confiança, fraude fiscal, corrupção no setor privado e branqueamento de capitais.
A empresária angolana Isabel dos Santos detém em Portugal participações nos setores bancário e das telecomunicações.
Segundo a Transparência Internacional, a grande corrupção "é o abuso do poder de alto nível que beneficia poucos em detrimento de muitos", causando prejuízos graves e ficando, muitas vezes, impune.
Na página da internet da TI, o presidente desta ONG, José Ugaz, apela ao voto, considerando-o importante no combate à grande corrupção.
"O seu voto é importante. Juntos, podemos fazer entender os governos da urgência em agir e fazer parar esta doença", disse José Ugaz, adiantando que a capacidade de agir com impunidade tem de acabar.
O responsável afirmou ainda que, identificados os maiores símbolos do mundo de grande corrupção, a TI vai propor sanções penais e outras para quem praticou estas ações que prejudicam especialmente os pobres.
Com sede em Berlim, a Transparências Internacional é uma ONG que tem como principal objetivo a luta contra a corrupção, sendo a representante em Portugal TIAC - Transparência e Integridade, Associação Cívica.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=4922004&page=-1  

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