segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

Ações judiciais e falta de funcionários - A imprensa estrangeira está sob ameaça na China !


Ameaças de ações legais e falta de funcionários devido às medidas de prevenção contra a covid-19 estão entre os “obstáculos sem precedentes” que a imprensa estrangeira enfrenta na China, indicou hoje o Clube de Correspondentes Estrangeiros no país.

Um total de “99% dos jornalistas estrangeiros que responderam” à pesquisa anual realizada pelo Clube de Correspondentes Estrangeiros na China disse que as suas condições de trabalho no país asiático não atendem aos padrões internacionais.

As autoridades chinesas parecem estar a “incentivar uma onda de processos judiciais” ou ameaças de processos judiciais contra jornalistas estrangeiros, em resposta a entrevistas ou reportagens, com cerca de dez casos registados em 2021, lê-se no relatório publicado pelo grupo.

Estes resultados são baseados num inquérito, preenchido por 127 dos 192 membros da associação de jornalistas.

“O tipo de riscos está a mudar”, observou David Rennie, diretor da delegação em Pequim da revista britânica The Economist, no relatório.

“A imprensa estrangeira corre agora o risco de ser punida por sanções legais, reclamações civis ou investigações em nome da segurança nacional, o que é ainda mais preocupante”, descreveu.

Em 2020, o regime comunista deteve duas trabalhadoras de órgãos de imprensa em nome da segurança nacional: a jornalista australiana Cheng Lei, apresentadora da televisão estatal CCTV, e Haze Fan, assistente da agência norte-americana Bloomberg News.

Não se sabe em que estado se encontram estes casos.

No terreno, os órgãos de comunicação social estrangeiros são cada vez mais confrontados com o sentimento de serem inimigos da China, sublinhou o relatório.

“Ataques apoiados pelo regime, particularmente campanhas na Internet”, complicam o trabalho dos jornalistas, de acordo com o clube.

Em nome da luta contra a covid-19, Pequim reduziu também drasticamente o número de vistos concedidos a órgãos de comunicação estrangeiros.

Em 2020, o Governo chinês expulsou 18 jornalistas de órgãos norte-americanos, na maioria dos casos simplesmente através da não renovação das suas autorizações de trabalho anuais.

Vários grandes órgãos de comunicação norte-americanos estão agora a cobrir notícias chinesas a partir de outras partes do mundo, especialmente a partir de Taiwan.

“A cobertura da China é cada vez mais feita remotamente”, observou o Clube de Correspondentes.

https://zap.aeiou.pt/imprensa-estrangeira-ameaca-china-460211

 

Famílias descobrem as etiquetas das crianças judias holandesas que morreram no Holocausto !


Familiares de quatro crianças holandesas desabafaram a sua tristeza, após as suas identificações serem encontradas num campo de concentração.

De acordo com a CNN, o campo de concentração de Sobibor, na Polónia, ocupado pelos nazis, foi criado em março de 1942, e encerrado em finais de 1943, na sequência de uma revolta dos prisioneiros.

Cerca de 250.000 judeus morreram no campo, segundo o Centro Mundial de Memória do Holocausto, em Yad Vashem.

Após a invasão alemã dos Países Baixos em 1940, cerca de 107.000 judeus foram deportados do país, na sua maioria para Auschwitz e Sobibor, onde foram assassinados.

O Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos (USHMM) indica que menos de 25% dos judeus holandeses sobreviveram.
 
Entre os mortos, encontravam-se dois tios de Yoram Haimi, o arqueólogo israelita que passou 10 anos a escavar o local de Sobibor ao lado do arqueólogos Wojciech Mazurek, da Polónia, e Ivar Schute, da Holanda.

Juntos descobriram as etiquetas de identidade metálicas, pertencentes a quatro crianças judias. As identificações pareciam ter sido feitas não pelas autoridades, mas por familiares preocupados coma sua separação.

Agora guardadas no Museu Estatal em Majdanek, na Polónia, as etiquetas foram gravadas com nomes, datas de nascimento e moradas de Deddie Zak, Annie Kapper, David Van Der Velde e Lea Judith De La Penha.

Os familiares de Deddie e Lea foram localizados antes das descobertas serem anunciadas publicamente em janeiro do ano passado, mas não tinha sido encontrado nenhum vestígio das famílias de Annie e David — até agora.

Este mês, investigadores do MyHeritage localizaram os seus familiares vivos mais próximos, nos Estados Unidos.

Roi Mandel, diretor de investigação no MyHeritage, utilizou arquivos e árvores genealógicas para conseguir encontrar as famílias.

E entrevista à CNN, o dirigente afirmou sentir que era o seu dever “encontrar os parentes vivos de Annie e David, contar-lhes o que foi encontrado na terra maldita de Sobibor e ouvir deles a história da sua família quase extinta”.

“São os únicos ramos que restam das enormes árvores genealógicas e terão o dever de contar a história destas crianças às gerações futuras“, acrescentou.

Os irmãos Sheryl e Rick Kool são primos em segundo grau de David. A sua avó era irmã do bisavô deles.

Os Kools, cujos pais nasceram na Holanda, sabiam que muitos dos seus familiares tinham morrido pelas mãos dos nazis, mas não tinham conhecimento de David, que morreu aos 10 anos de idade.

Sheryl, que vive em Seattle, afirmou que estava “muito surpreendida porque não sabia nada sobre David e essa parte da família”.

O Holocausto foi tão desumano. Portanto, ter um nome específico e um símbolo concreto da sua vida, apenas o torna uma pessoa real. É obviamente triste mas gratificante ter mais informações e juntar mais peças do puzzle”.

O seu irmão, que vive no Canadá, diz que o crachá de David o recordou do “pesar que a avó e tantos outros, que por sorte ou intenção conseguiram evitar o destino dos seus familiares assassinados, devem ter levado consigo até ao fim dos seus dias”.

A etiqueta de alumínio de Annie foi encontrada perto de uma vala comum. A sua família foi enviada para Sobibor a 30 de março de 1943.

Quando o comboio chegou três dias mais tarde, todos os 1.255 passageiros foram enviados para as câmaras de gás. Annie tinha 12 anos de idade.

MyHeritage localizou o primo em segundo grau de Annie, Marc Draisen, em Boston. O pai de Annie Meijer era primo em primeiro grau da sua mãe Tilly.

Era como ter uma voz de além do túmulo“, contou Draisen, que nunca viu uma fotografia de Annie.

“Os pais, ao criar este crachá, estavam a tentar desesperadamente manter a identidade da sua filha e alguma esperança de sobrevivência que, claro, não se concretizou”, acrescenta.

A identificação da criança não podia ter chegado em melhor altura. “A minha mulher fez uma pequena pesquisa e descobriu que o aniversário de Annie era a 9 de janeiro — no próprio dia em que MyHeritage me contactou. Ela teria feito 91 anos”, explica.

Na sequência da revolta de 1943, os alemães desmantelaram o campo. O local foi arado e plantado com um pinhal, de acordo com a USHMM.

Haimi explicou que a escavação, iniciada em 2007, revelou o local das câmaras de gás. “Havia oito salas, 350 metros quadrados de matança – 800 a 900 vítimas em seis a sete minutos”, referiu.

A escavação revelou 80.000 artefactos, incluindo sapatos, jóias, dentaduras, carteiras e talheres, relatou Haimi.

“Se houver familiares ainda vivos, podem ter alguma informação sobre estas crianças”. Queremos que as suas histórias sejam contadas“, sublinhou.

Lies Caransa viajou para Sobibor com o seu filho em 2013, depois de saber da etiqueta pertencente a Deddie — a sua prima em primeiro grau. Os dois aproximaram-se depois de passarem muito juntos na casa dos seus avós.

Não tendo ainda 4 anos, Caransa foi levada para uma creche quando a sua família se reuniu em 1943. A sua mãe sobreviveu a Auschwitz, mas nunca mais viu Deddie — na altura com 8 anos — a sua tia, tio ou avós novamente.

Agora com 82 anos e ainda a viver em Amesterdão, Caransa contou que, como não tinha nada dele guardado, as descobertas chegaram “como um choque — mas também como um sinal do céu”.

“Sempre pensei que tinha um anjo da guarda no meu ombro porque muitas vezes estava perigosamente doente mas recuperava sempre. Penso que Deddie é o meu anjo da guarda”, acrescenta.

Caransa recebeu uma réplica da etiqueta, uma vez que a lei polaca dita que todos os achados arqueológicos pertencem ao Estado. No entanto, ela passou anos a lutar pelo original — mas em vão.

“Não tenho irmãos, nem irmãs, nem tias, nem tios e a minha mãe morreu há muito tempo. Portanto, espero tê-la de volta antes de morrer“, disse ela.

Lea viveu com a mãe Judith e o pai David em Amesterdão. Em junho de 1943, a família foi deportada para o campo de concentração em Westerbork e eventualmente Sobibor. Ela morreu aos 6 anos de idade.

Suzanna Flora Munnikendam é prima de Lea em segundo grau e sabia que a sua avó tinha morrido em Sobibor, mas nunca tinha ouvido falar de Lea. “É absolutamente chocante”, contou à CNN.

Uma porta-voz do museu Majdanek disse que as etiquetas “dão uma oportunidade excecional de identificar” algumas das vítimas.

“As provas tangíveis das suas vidas que terminaram brutalmente quando chegaram a Sobibor permitem-nos não só descobrir a sua história, mas também transmiti-la às gerações seguintes e manter viva a memória das vítimas“, concluiu.

https://zap.aeiou.pt/etiquetas-criancas-judias-holandesas-459855

 

Pangolim ameaçado de extinção está refém de grupo rebelde que pede regaste !


Um grupo de rebeldes raptou um pangolim ameaçado de extinção e está a exigir o pagamento de um resgato para libertá-lo de volta à natureza.

Conservacionistas congoleses estão a negociar a libertação de um pangolim-gigante, uma espécie ameaça de extinção. O animal foi feito refém por um grupo rebelde que exige o pagamento de um resgate para libertá-lo à natureza.

Os raptores, localizados no leste do Parque Nacional de Virunga, na República Democrática do Congo, enviaram fotografias a provar que estão na posse do animal e que ele está vivo.

“Ativistas locais e guardas florestais da comunidade ainda estavam a negociar a sua libertação”, lê-se numa publicação divulgada por Adams Cassinga, fundador da organização Conserv Congo.

Como o próprio nome indica, o pangolim-gigante é a maior das oito espécies de pangolim, com mais de um metro e meio de comprimento. A espécie é nativa das florestas húmidas da África Ocidental e Central.

Um relatório de 2020 da Human Rights Watch descobriu que grupos rebeldes “sequestraram para resgate pelo menos 170 pessoas perto do Parque Nacional de Virunga, entre abril de 2017 e março de 2020″. Esta foi, no entanto, a primeira vez que um animal foi sequestrado.

Apesar da promessa da China de reprimir o uso de escamas de pangolim em medicamentos tradicionais, o comércio ilegal continua. Como tal, os pangolins, cuja carne também é uma iguaria, são os mamíferos não humanos mais traficados do mundo, realça a VICE.

“Isto é algo novo e alarmante”, assumiu Adams Cassinga. Os convervacionistas temem que se aceitarem pagar o resgate do pangolim, os grupos rebeldes continuarão a repetir o golpe.

https://zap.aeiou.pt/pangolim-refem-grupo-rebelde-459509

 

Possibilidade dos magnatas usarem o seu favor o imbróglio entre a NATO e a Rússa


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As alterações climáticas podem acabar com os Jogos Olímpicos de Inverno até ao final do século !


Investigadores colocam a responsabilidade da inversão da tendência de agravamento das alterações climáticas nos líderes políticos, que dizem ainda ser capazes de salvar as olimpíadas.

As alterações climáticas e as suas consequências são uma matéria de conhecimento comum, no entanto, o impacto das alterações do clima podem chegar a áreas que outrora não sera expectável. De acordo com um novo estudo científico, as mudanças no clima podem pôr em risco a realização dos Jogos Olímpicos de Inverno no final do século, já que podem estar em causa as condições de segurança e igualdade dos atletas.

De facto, das 21 cidades que receberam edições do evento no passado, apenas Sapporo poderia repeti-lo nas mesmas condições. Segundo Jaclyn Diaz e Michael Levitt, uma parte considerável dos destinos da competição estará nos líderes mundiais e na sua capacidade de fazerem cumprir as metas estabelecidas pelo Acordo de Paris. “Perante um cenário de diminuição das emissões de carbono em 2050 ou 2080, não vemos alterações substâncias no clima de muitos destes territórios”, explicou David Scott, citado.

Para efeitos de investigação, os autores entrevistaram também atletas e treinadores de 20 países, chegando à conclusão que 94% dos entrevistados temem que as alterações climáticas impactem o futuro das modalidades em que competem. “Com tempo mais quente haverá menos queda de neve, pelo que estamos muito mais dependentes da neve artificial”, descreveu Rosie Brennan, um esquiador norte-americano. “E a neve produzida pelo homem não tem o mesmo efeito. Tende a ser mais firma, torna-se mais fria com mais facilidade e proporcionando aos atletas uma superfície mais rápida.

A neve artificial também pode ser mais perigosa para os atletas, sobretudo se estes caírem foram do perímetro delineado, onde existem rochas e lama a substituir o que num cenário real deveria ser neve. Há também relatos, por parte de atletas, de uma maior frequência nas quedas – um sinal de que a neve produzida pelo homem pode ser potenciadora das mesmas.

Os Jogos Olímpicos que começam a 4 de Fevereiro, em Pequim, serão os primeiros a depender inteiramente de neve produzida pelo homem, o que já originou contestação por parte de organizações ambientais, que sugerem que esta edição das olimpíadas será a mais poluente e danosa para o planeta de sempre – algo contraditório ao espírito do movimento olímpico.

https://zap.aeiou.pt/as-alteracoes-climaticas-podem-acabar-com-os-jogos-olimpicos-de-inverno-ate-ao-final-do-seculo-459272

 

sábado, 29 de janeiro de 2022

Especialista alertam sobre um Apocalipse Quântico !

Especialistas estão alertando que os computadores quânticos podem eventualmente superar os métodos convencionais de criptografia, um destino potencialmente perigoso para a humanidade que eles estão chamando de “apocalipse quântico”, relata a BBC.

Especialista alertam sobre um Apocalipse Quânticco
Crédito da foto ilustrativa: depositphotos

Decifrar a criptografia mais difícil de hoje levaria praticamente uma eternidade – mas com o advento dos computadores quânticos, eles alertam, o processo pode ser reduzido a meros segundos.

E esse tipo de poder de processamento de números poderia ter consequências desastrosas se caísse nas mãos erradas.

Harri Owen, diretor de estratégia da empresa PostQuantum, disse à BBC:

“Tudo o que fazemos pela internet hoje, desde comprar coisas online, transações bancárias, interações de rede social, tudo o que fazemos é criptografado.

Mas os computadores quânticos podem permitir que maus atores ‘limpem contas bancárias, desliguem completamente os sistemas de defesa do governo.”

Ilyas Khan, executivo-chefe da empresa Quantinuum, com sede em Cambridge e Colorado (EUA), concordou, chamando os computadores quânticos que quebram a criptografia de “uma ameaça ao nosso modo de vida” em uma entrevista à emissora.

Os governos já estão entrando em ação para evitar a possibilidade de seus adversários ganharem vantagem. O Departamento de Comércio dos EUA, por exemplo, recentemente colocou na lista negra várias empresas chinesas, algumas das quais foram adicionadas devido à sua potencial “capacidade de quebrar criptografia ou desenvolver criptografia inquebrável”.

Pesquisadores de gigantes da tecnologia como Google e Microsoft esperam manter-se à frente da tendência ao fazerem a prova quântica de dados confidenciais importantes.

O Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia dos EUA (NIST) também espera apresentar uma estratégia unificada para proteger dados importantes do iminente apocalipse quântico.

O apocalipse quântico ainda deve demorar muitos anos, se é que acontecerá. Mas, enquanto isso, os pesquisadores estão correndo à frente, tentando prever um futuro em que os computadores quânticos quebram os padrões de criptografia atuais com facilidade.

Essas previsões são tão significativas, até que, em primeiro lugar, tenhamos uma compreensão completa do que os computadores quânticos serão realmente capazes.

https://www.ovnihoje.com/2022/01/29/especialista-alertam-apocalipse-quanticco/

Milhares de Corvos voam sobre Washington indiciam algo por vir...


Data do vídeo: 25 de janeiro de 2022
Local do evento: Bothell Washington, EUA

Dois diferentes vídeos de testemunhas oculares de milhares de corvos foram gravados ontem. Os corvos são frequentemente vistos como um símbolo de morte ou desgraça. Se você vê um corvo é um sinal de que alguém próximo a você pode morrer em breve. Um mau presságio se você quiser. 

Talvez sim, talvez haja algo de superstição... um grão de verdade que mantém isso transmitido. Mas vamos encarar os pássaros são sensíveis, sentindo as coisas muito mais facilmente do que nós. Se algo estivesse prestes a acontecer, algo grande, que mudasse a vida, dramático e assustador... é altamente possível que algumas espécies de animais soubessem de antemão. Isto é o que parece em Bothell, Washington esta semana quando milhares de corvos voaram sobre a cidade. Pode muito bem ser um aviso de algo que está por vir. Só o tempo irá dizer.

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As alterações climáticas podem abrir “rios atmosféricos” nos Alpes japoneses !


Investigadores deixam ainda em aberto qual a margem de agravamento do fenómeno em função do aquecimento do planeta.

As consequências das alterações climáticas estão à vista de todos, sobretudo no comportamento da meteorologia, com mudanças no que respeita às temperaturas, à queda de chuva ou aos padrões do vento. No entanto, os cientistas acreditam que estas consequências podem ser ainda mais significativas, com dilúvios a atingirem algumas partes do território Asiático, provocados por rios atmosféricos.

Estes fenómenos, que consistem em corredores de água concentrada que acaba por cair após um contacto com uma barreira, como uma montanha, podem dar origem a cheias, devido à grande quantidade de água que é libertada num curto espaço de tempo. De acordo com os modelos dos investigadores, os rios atmosféricos devem ser mais frequentes e gravosos na Ásia Oriental à medida que o planeta aquece. Com base nestas condições, mais água será transportada pelo ar e cairá na forma de precipitação.

“Descobrimos que o transporte de vapor de água relacionado com os rios atmosféricos e a precipitação se intensificam nas zonas zonas médias e ocidentais das montanhas na Ásia Oriental, num clima mais quente“, pode ler-se no estudo. “Os rios atmosféricos irão trazer chuva extrema sem precedentes devido às alterações climáticas”.

Regra geral, os rios atmosféricos “apanham” humidade de zonas quentes e depois depositam-na nas regiões mais frias. Os movimentos são controlados por mudanças nos ventos e nas temperaturas – é aqui que entram as alterações climáticas. Em termos territoriais, como o Japão, Taiwan, o noroeste da China e a península da Coreia podem ser atingidos por níveis recorde de precipitação – a qual vai cair sobretudo nas encostas sudoeste dos Alpes japoneses.

Para chegar a estas conclusões, os investigadores usaram simulações baseadas em dados meteorológicos recolhidos entre 1951 e 2010. Posteriormente, essa informação foi modelada e aplicada até ao ano de 2090 – considerando os aumentos de temperatura previstos. “Usamos simulações de modelos da circulação atmosférica global de alta resolução, assim como simulações de modelo de clima numa escala regional”, explicou Yoichi Kamae, da Universidade de Tsukuba, no Japão.

Tal como lembra o site Science Alert, existem muitas investigações sobre os rios atmosféricos, mas há tópicos que ainda não são claros, como os efeitos das alterações climáticas nos fenómenos, sobretudo quando a questão topográfica tem um papel importante. Para algumas zonas do globo, o aumento de precipitação pode ser algo positivo, mas para outras pode significar riscos para as populações e para as infraestruturas existentes.

Os investigadores dizem, ainda assim, que é provável que muitas regiões registam níveis mais elevados de precipitação face aos anos anteriores, situação que para a qual as alterações climáticas já tinham contribuído. “Estas regiões podem também experienciar formas de precipitação mais frequentes e intensas, à medida que o clima aquece”, ressalva Kamae.

https://zap.aeiou.pt/as-alteracoes-climaticas-podem-abrir-rios-atmosfericos-nos-alpes-japoneses-459233

 

Trauma do genocídio do Ruanda foi passado de mães para filhos através do ADN !


Os genes dos filhos de mulheres Tutsi que estavam grávidas e viviam no Ruanda durante o genocídio sofreram mudanças químicas que os tornam mais susceptíveis ao desenvolvimento de doenças mentais.

As marcas psicológicas do genocídio do Ruanda são tão profundas que até já passam para o ADN das gerações futuras, mesmo que estas não tenham vivido a tragédia, aponta o IFLScience.

De acordo com um novo estudo publicado na Epigenomics, o trauma deixado nos genes dos sobreviventes passou para os seus descendentes. Os cientistas da Universidade do Sul da Flórida estudaram os genes das mulheres Tutsi que estavam grávidas e a viver no Ruanda durante o genocídio e dos seus filhos.

A equipa depois decidiu comparar estas amostras de ADN com as de outras mulheres Tutsi e de filhos que estavam a viver noutras partes do mundo durante o genocídio.

Apesar de o ADN ser um código quase fixo, a expressão de certos genes pode ser alterada devido a mudanças epigenéticas, que são influenciadas pelo estilo de vida, as experiências e o ambiente.

No caso das mulheres grávidas que estavam no Ruanda, os investigadores identificaram mudanças químicas ao ADN que foram anteriormente associadas a um maior risco de doenças mentais, como o stress pós-traumático e a depressão.

Estes sintomas foram também identificados nos filhos, o que indica que as mudanças foram passadas de mãe para filhos no útero.

O genocídio do Ruanda entre Abril e Julho de 1994 levou à morte de cerca de um milhão de pessoas, durante a guerra civil. A violência sexual também foi muito prevalente, com estimativas a apontarem para que entre 150 mil e 250 mil mulheres tenham sido violadas.

A maioria das vítimas pertenciam à minoria étnica Tutsi, um grupo que historicamente dominou o país, e os perpetradores eram maioritariamente Hutus, que assumiram o poder durante a revolução que durou entre 1959 e 1962.

Em 1990, a guerra civil começou quando um grupo rebelde Tutsi tentou recapturar o poder. Foi assinado um acordo de paz em 1993, mas a instabilidade rapidamente voltou com o início do genocídio em Abril de 1994, após o abate do avião que levava o presidente Hutu.

“As pessoas do Ruanda que foram estudadas e a comunidade no geral quer saber o que aconteceu porque há muito stress pós-traumático e outros problemas de saúde mental e as pessoas querem respostas sobre a causa destes sentimentos e problemas”, revela o autor Derek Wildman.

Este é o primeiro estudo do efeito do genocídio do Ruanda nos genes, mas já houve outras investigações debruçadas sobre outros acontecimentos traumáticos. Em 2018, uma pesquisa sobre as vítimas de uma fome que desolou os Países Baixos durante a ocupação nazi chegou a conclusões semelhantes.

https://zap.aeiou.pt/trauma-genocidio-ruanda-passado-adn-459268

 

China planta dezenas de empresas de fachada em Israel para premiar a alta tecnologia industrial militar !


Dezenas de falsas empresas de alta tecnologia surgiram em Israel para servir à mais recente campanha da China para obter conhecimento militar avançado das indústrias de defesa de Israel. Washington recentemente entregou uma lista dessas empresas de palha ao serviço de segurança doméstica Shin Bet de Israel, responsável por bloquear a penetração alienígena das tecnologias de defesa ultra-secretas de Israel. Pequim há muito busca acesso a essas tecnologias. Seu mais recente golpe para contornar o Shin Bet foi ganhar parcerias em empresas israelenses de alta tecnologia.

Tendo percebido esse estratagema baixa , todas as empresas de defesa locais receberam instruções nas últimas semanas para notificar o Departamento de Segurança do Ministério da Defesa sobre quaisquer ofertas de investimento ou parceria vindas de partes estrangeiras. Essas ofertas poderiam então ser selecionadas para eliminar as associações chinesas. Mas alguns conseguiram, no entanto, e alcançaram seu objetivo.
Em 21 de dezembro, dez especialistas israelenses em drones e três empresas foram indiciados em uma suposta conspiração pela venda não licenciada de drones armados para a China. O julgamento deles começa no próximo mês. De acordo com as acusações, este grupo é acusado de “fabricar mísseis de cruzeiro e ações capazes de ameaçar a vida humana”. Seu líder é Efraim Menashe, diretor do grupo Solar Sky, que alugou os serviços da Innocon, fabricante israelense de UAVs de coleta de inteligência. Dezenas desses drones já foram enviados para o exército chinês. Alguns dos acusados ​​optaram pelo silêncio sobre o caso, mas afirmam que, quando falarem, revelarão um quadro diferente das acusações feitas contra eles.
Mais recentemente, em agosto passado, o diretor da Agência Central de Inteligência, William Burns, levantou o envolvimento da China nesses empreendimentos e relações com Pequim em geral em conversas com autoridades israelenses. Ambos os lados decidiram conversar novamente sobre o assunto.
A América interveio repetidamente quando as transferências de armas e tecnologia de inteligência israelenses para a China estavam em jogo. Em 2000, Washington impediu a venda do avançado avião de alerta antecipado Phalcon para a China. Em 2004, Israel contratou a atualização dos drones explosivos Harpy que foram vendidos para a China em 1994 e foi impedido de enviá-los de volta. Os EUA sustentaram que o Harpy UAVS aprimorado representaria uma ameaça para Taiwan e para as forças americanas postadas no Extremo Oriente. Eles acabaram sendo enviados de volta para a China sem atualizações.
No início de 2021, Israel rejeitou um forte protesto americano contra um contrato assinado por uma empresa chinesa para construir um novo porto em Haifa ao qual foi anexada uma cláusula de gerenciamento de vários anos. Washington disse que a presença chinesa em Haifa tornaria impossível que navios de guerra dos EUA atracassem lá. Em junho daquele ano, Washington se opôs fortemente à China Railway Construction Corporation ter um papel na criação do primeiro trilho leve de Tel Aviv, alegando que isso seria uma “ameaça direta à segurança dos EUA”. 

https://www.debka.com

 

Sem um nome consensual e com as negas de Mattarella, Itália continua sem um novo Presidente, e há risco de crise política !


O impasse continua e há até o risco de uma crise política. Os partidos já apelaram a que Sergio Mattarella aceite um novo mandato, mas o actual Presidente já recusou a ideia.

Depois de seis rondas de votação, as presidenciais em Itália continuam sem um vencedor. A próxima ronda ficou marcada para as 9h30 deste sábado, hora local.

Em Itália, o Presidente é escolhido por um colégio eleitoral composto por 1009 deputados, senadores e delegados regionais, sendo precisa uma maioria de dois terços nas três primeiras votações. Depois destas, uma maioria absoluta é suficiente.

O mandato é de sete anos e apesar de ser uma figura mais representativa, o Presidente tem um papel importante na gestão de crises e pode apontar o Governo. Para Luigi Di Maio, Ministro dos Negócios Estrangeiros do Movimento Cinco Estrelas, a situação “está a complicar-se“, com as dificuldades de consenso entre os partidos.

Nas duas votações que houve na sexta-feira, nada ficou decidido. À hora do jantar, começou o segundo encontro do dia entre Enrico Letta, secretário-geral do Partido Democrático (centro-esquerda), Giuseppe Conte, presidente do Movimento 5 Estrelas, e Matteo Salvini, líder da Liga (extrema-direita) e do conjunto da direita.

“Começámos finalmente a falar, discutimos de forma franca e aberta, mas estamos no início. Perdemos quatro dias para uma candidatura de centro-direita. Mas não há opção, este Parlamento tem de chegar a um entendimento alargado”, disse Letta.

Poucas horas depois, veio um raspanete mais um raspanete do PD, do Movimento 5 Estrelas e do Livres e Iguais (esquerda), que acusou o centro-direita de “gerir de forma irresponsável a mais importante transição democrática e constitucional”.

O líder da Liga, Matteo Salvini, tentou resolver a situação apelando aos membros do seu partido que votem na conservadora que actualmente preside ao Senado, Maria Elisabetta Alberti Casellati, do Forza Italia (partido fundado por Berlusconi), lembrando que está na hora de Itália ter uma “mulher inteligente” como chefe de Estado.

Salvini também já tinha apontado Marta Cartabia, Ministra da Justiça, ou Elisabetta Belloni, actual chefe da diplomacia, como possíveis nomes para a Presidência. O líder da Liga encontrou-se ainda com Mario Draghi, que é primeiro-ministro há quase um ano e que foi inicialmente apontado como o grande favorito.

No entanto, dada a estabilidade que o “Super Mario” conseguiu trazer num país que historicamente não o é, especialmente na liderança de um Governo que reúne partidos desde a esquerda até à extrema-direita, há muitos receios de que não se consiga encontrar um sucessor à altura caso Draghi saia da chefia do executivo e se torne Presidente.

Com Berlusconi fora da corrida, o “Super Mario” Draghi tem a presidência de Itália na mira

Apesar de não haver candidatos formais, os nomes que estão de momento em cima da mesa e têm sido falados nas reuniões entre os partidos são Draghi, o antigo primeiro-ministro Giulio Amato e Pier Ferdinando Casini, o centrista que já presidiu à Câmara dos Deputados.

Há também quem defenda que o actual Presidente Sergio Matarella cumpra mais um mandato, apesar deste já ter dito que se quer reformar. Silvio Berlusconi também anunciou que era candidato, mas acabou por se retirar da corrida na semana passada e especula-se que os seus problemas de saúde tenham sido a razão.

A votação ao longo da semana tem sido marcada pelos votos em branco. Salvini escolheu então ontem apostar em Elisabetta Casellati, apesar de ser óbvio que a candidata não seria apoiada pelo centro-esquerda. O resultado foi 382 votos para Casellati, abaixo dos 505 de que precisava.

Ao contrário do voto, que é secreto, a abstenção é anunciada publicamente, sendo usada como forma das lideranças partidárias controlarem o voto dos deputados. 406 eleitores abstiveram-se na sexta-feira.

Já na sexta votação, que teve lugar ao início da noite, Mattarella foi o mais votado, tendo conseguido 336 votos, o que indica que os partidos podem continuar a pressionar o actual chefe de Estado a continuar no cargo, dadas as maiores hipóteses de ser consensual. O processo vai continuar neste sábado.

https://zap.aeiou.pt/negas-mattarella-italia-presidente-459977

 

Na Europa, os “voos fantasma” causam danos climáticos equivalentes a 1,4 milhões de carros !


Na Europa, já são mais de 100 mil “voos fantasma” a causar danos no ambiente, equivalentes às emissões anuais de mais de 1,4 milhões de automóveis.

Uma análise da Greenpeace revela que o tráfego aéreo de mais de 100 mil “voos fantasmas” está a ser prejudicial para o clima, provocando emissões equivalentes às emissões anuais de mais de 1,4 milhões de carros.

As companhias aéreas europeias estão a realizar voos vazios ou quase vazios para manterem os slots de descolagem e aterragem nos aeroportos, conforme exigido por um regulamento da União Europeia (UE), que remonta a 1993.

Em circunstâncias normais, as empresas são obrigadas a realizar pelo menos 80% dos voos reservados para garantirem as slots. Contudo, a pandemia veio mudar o jogo e “a Comissão Europeia reduziu temporariamente esse limite para pelo menos 50% dos voos, que será aumentado novamente para 64% dos voos em março de 2022”.

A Greenpeace apela, assim, à Comissão Europeia e aos governos para porem fim a esta regra que incentiva os voos fantasma, de modo a proibirem os voos de pequeno curso quando existe uma ligação ferroviária alternativa com menos de seis horas.

“Voos fantasmas inúteis e poluentes são apenas a ponta do iceberg”, disse Herwig Schuster, porta-voz da campanha Mobilidade Europeia para Todos da Greenpeace. “Seria irresponsável da parte da UE não acabar com os voos fantasmas e não proibir voos de curta distância onde há uma conexão ferroviária razoável”, acrescentou.

O Grupo Lufthansa, por exemplo, estima que, durante o inverno, sejam realizados cerca de 18 mil voos fantasmas.

Embora não tenha especificado destinos e aviões, a Greenpeace acredita que vão ser produzidas cerca de 20 toneladas de emissões de CO2 por cada voo, causando danos ao clima equivalentes a 360 mil toneladas de CO2.

Quanto às outras companhias aéreas, se a estimativa for semelhante à Lufthansa, “o número total de voos fantasmas na Europa pode ser ligeiramente superior a 100 mil”.

“Este número de voos provoca danos climáticos equivalentes a 2,1 milhões de toneladas de CO2, que equivalem às emissões anuais de cerca de 1,4 milhões de automóveis médios a gasóleo ou a gasolina”, aponta.

https://zap.aeiou.pt/voos-fantasma-danos-climaticos-459739

 

Seis lançamentos em apenas um mês - Coreia do Norte confirma intensificação de testes balísticos !


A Coreia do Norte confirmou, esta sexta-feira, que testou dois mísseis táticos terra-terra e dois mísseis cruzeiro na terça-feira, num total de seis lançamentos só este mês.

O regime liderado por Kim Jong-un realizou, só este mês, seis testes de mísseis. Segundo o Público, o número é anormalmente elevado tendo em conta o tão curto período de tempo.

Na terça-feira, houve um ensaio que envolveu um sistema de mísseis cruzeiro de longo alcance e, dois dias depois, foi realizado um teste para confirmar o poder de uma ogiva convencional que pode ser incluída num míssil tático terra-terra, segundo revelou a agência oficial KCNA.

Em ambos os testes, os mísseis atingiram um alvo insular no mar do Japão, que especifica que os dois mísseis cruzeiro percorreram uma distância de 1.800 quilómetros.

Kim Jong-un tabém visitou uma fábrica de munições cuja localização não foi divulgada. Lá, o líder norte-coreano saudou o “progresso crescente na produção de grandes armas”.

“A fábrica tem uma posição e um dever muito importantes para a modernização das forças armadas do país e para a concretização da estratégia de desenvolvimento da defesa nacional”, afirmou.

O lançamento dos mísseis é o reflexo da determinação do regime em continuar a testar o armamento, num momento de pressão crescente por parte dos Estados Unidos.

O desinteresse demonstrado por Pyongyang durante meses no sentido do diálogo, a vontade renovada dos EUA de endurecer as sanções e os seis testes de armas norte-coreanas trazem de volta ecos das tensões entre os dois países em 2017.

Para além desta corrida ao armamento, há uma semana, Pyongyang ameaçou retomar os testes nucleares e de mísseis balísticos intercontinentais, afirmando que está a considerar retomar todas as suas “ações temporariamente suspensas” em matéria de defesa.

O regime norte-coreano contempla um regresso a este tipo de medidas que decidiu suspender unilateralmente no início do diálogo intercoreano, e como resposta às “ações hostis cada vez mais agravadas” dos Estados Unidos, de acordo com uma reunião do mais alto órgão de Governo do país liderado por Kim Jong-un, noticiada pelos meios de comunicação estatais.

À Reuters, Yang Moo-jin, professor da Universidade de Estudos Norte Coreanos, destaca ainda que a conduta da Coreia do Norte também parece ter em consideração a proximidade dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Pequim, numa tentativa de chamar a atenção do regime chinês, aliado de Pyongyang, embora crítico da sua postura bélica.

O especialista também notou a aproximação de dois aniversários importantes no calendário ideológico norte-coreano: em Fevereiro, assinalam-se 80 anos do nascimento de Kim Jong-il, pai do atual líder, e em bril os 110 anos do nascimento de Kim Il-sung, fundador da dinastia.

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Europa enfrenta “pior epidemia de gripe aviária” da história ! “O maior perigo” são mutações em humanos !


Numa altura em que a Europa lida com a pandemia de covid-19, enfrenta também a “pior epidemia de gripe das aves” da sua história, com milhares de aves mortas e alguns casos de infecção em humanos.

“Não sabemos exactamente de onde veio o vírus, mas fulminou os gansos“. O lamento é de Maurino González, conselheiro do Meio Ambiente e do Património do presidente da Câmara de El Bohodón, na comarca de La Moraña, em Ávila, a cerca de 200 quilómetros da localidade portuguesa de Vilar Formoso.

González explica ao jornal espanhol El Confidencial que todas as manhãs, os veterinários têm de recolher “mais algum corpo” de aves mortas, enquanto as sobreviventes “já pouco se movem”.

“Há quem nos peça para as matarmos a todas, mas desde o meio ambiente, disseram-nos que as deixemos ir morrendo sós”, acrescenta.

A mais recente vaga de gripe das aves está a afectar a Europa desde o passado Outono com uma estirpe altamente contagiosa. A variante H5N1 é a mais predominante nesta altura, mas existem ainda casos da variante H5N8.

Trata-se da “pior temporada de gripe aviária da história” da Europa, segundo o Instituto Friedrich Loeffler (FLI), o Instituto Federal de Investigação em Saúde Animal da Alemanha, conforme cita o El Confidencial.
Portugal com 9 focos entre animais selvagens e domésticos

Em Portugal, foram assinalados 9 focos de “gripe aviária de alta patogenicidade confirmados” até 18 de Janeiro passado pela Direcção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV).

O primeiro foco ocorreu a 30 Novembro de 2021 numa instalação caseira, envolvendo galinhas, perus, patos e gansos, com 79 animais afectados em Palmela, Setúbal.

Em Dezembro, houve dois focos em espaços comerciais de perus de engorda, tendo sido infectadas 18.100 aves, em Óbidos, Leiria, e mais 7353 em Vila Nova da Barquinha, Santarém.

Já neste ano, houve um foco a 3 de Janeiro em Santiago do Cacém, Setúbal, com 60 galinhas e patos afectados num estabelecimento caseiro. E no dia 4 de Janeiro, foram descobertos 15 gansos-bravos infectados na barragem de Alpiarça, em Santarém.

A 10 de Janeiro, detectaram-se 3 patos mudos contaminados num lago em Vila Nova da Barquinha, e mais 2 gaivotas afectadas numa praia em Peniche, Leiria.

Quatro dias depois, foram sinalizadas 100 aves infectadas em cativeiro, incluindo galinhas, perus, patos e faisões, em Constância, Santarém.

O último caso assinalado pela DGAV é de um ganso-bravo em Santiago do Cacém, Setúbal, a 18 de Janeiro, na Reserva Natural das Lagoas de Santo André e da Sancha.

Humano contagiado por patos no Reino Unido

Até agora, há houve mais de 700 focos em 31 países europeus, com 2 milhões de aves mortas só em França e um humano contagiado no Reino Unido depois de ter convivido em casa com patos infectados.

Só neste início de 2022, os números em Espanha rondam as 20 mil aves infectadas e já foram sacrificados 18.900 perus numa quinta, segundo números do El Confidencial.

Na segunda-feira, as autoridades dos Países Baixos abateram mais de 200 mil pintainhos em duas quintas atingidas em Alkmaar, a norte de Amesterdão, e em Willemstad, no sul do território holandês.

Nos dois casos, “o mais provável é que seja a variante H5, altamente contagiosa“, declarou o Ministério da Agricultura holandês num comunicado.

Em Outubro, os Países Baixos anunciaram um período de confinamento para as aves. Nessa altura, os criadores foram aconselhados a manter as aves no interior das propriedades para conter a propagação da doença.

Outros surtos também foram relatados fora da Europa, nomeadamente no Burkina Faso, onde 500 mil aves morreram ou foram abatidas.
Consumo de carne de aves e ovos não é um risco

A gripe aviária é transportada de continente em continente por aves migratórias, o que torna difícil a sua contenção. É “extremamente contagiosa” e pode “causar elevada mortalidade nas aves afectadas”, como destaca a DGAV.

“Ocasionalmente, algumas estirpes de vírus da gripe aviária podem infectar outros animais, nomeadamente mamíferos, e também o ser humano”, nota a mesma entidade. Mas para haver contaminação a humanos é preciso que haja “um contacto muito estreito entre as aves infectadas e as pessoas ou entre aves e outros animais”, explica a DGAV.

Além disso, “não há nenhuma evidência epidemiológica de que a gripe aviária possa ser transmitida aos seres humanos através do consumo de alimentos, nomeadamente de carne de aves de capoeira e ovos”, esclarece ainda a DGAV.
“Maior perigo” é que possa haver mutações do vírus em humanos

“Quando um vírus deste tipo aparece em aves migratórias, é esquecer erradicá-lo, só se pode tentar impedir que afecte as explorações [agrícolas] e aguentar“, refere ao El Confidencial o epidemiologista veterinário Ignacio de Blas Giral, da Universidade de Saragoça.

“Os vírus da gripe sofrem muitas mutações e muito depressa e o maior perigo destas epidemias ocorrerem e se tornarem cada vez maiores é que possam sofrer mutações em humanos, aí é que as coisas podem ficar confusas”, alerta De Blas Giral.

Esse terá sido o cenário que ocorreu com o coronavírus que gerou a actual pandemia que perturba o mundo, depois de ter tido origem, alegadamente, em morcegos, sofrendo mutações após contacto com humanos.

Mas, para já, o maior perigo é para os animais. Por isso, é preciso manter a vigilância apertada para detectar eventuais focos e evitar misturas entre animais selvagens e domésticos. É que “em quintas fechadas com animais concentrados”, a doença “acaba com entre 70% a 90% da colónia em 48 horas”, alerta De Blas Giral.

https://zap.aeiou.pt/europa-epidemia-gripe-aviaria-459765

 

Família da mulher que não pôde abortar e morreu acusa Polónia de ter “sangue nas mãos” !


Mulher grávida de gémeos chegou ao hospital com dores. Um dos fetos morreu e o hospital recusou tirá-lo até que o coração do outro deixasse de bater. A mulher acabou por morrer também.

Segundo o Observador, uma mulher quis abortar, mas um hospital na Polónia recusou-se a fazê-lo, mesmo quando o coração de um dos fetos deixou de bater.

Na sequência de complicações, a polaca morreu na terça-feira e a família acusa o governo de ter “sangue nas mãos“, de acordo com um comunicado divulgado no Facebook. Acompanhou-o com um vídeo, cujas imagens podem chocar, a mostrar o sofrimento da mulher antes da morte.

A mulher grávida de gémeos, apenas identificada como Agnieszka T, estaria no primeiro trimestre da gravidez quando foi internada no hospital Blessed Virgin Mary, em Częstochowa, a 21 de dezembro.

A família garante que a mulher de 37 anos estava já com dores quando chegou ao hospital, mas “completamente consciente e em boa forma física”.

O primeiro feto morreu no útero a 23 de dezembro, mas os médicos recusaram removê-lo, citando a atual legislação sobre o aborto, e Agnieszka,vendo o seu pedido negado, “carregou um feto morto durante sete dias“.

O hospital esperou até que o batimento cardíaco do outro bebé parasse e aguardou mais dois dias antes de interromper a gravidez a 31 de dezembro. Aí, terá chamado um padre ao hospital para realizar o funeral aos gémeos.

Agnieszka morreu a 25 de janeiro após semanas de “rápida deterioração do seu estado de saúde”. A família suspeita que tenha morrido de choque séptico, porém o hospital não identificou a causa da morte na nota divulgada na quarta-feira.

Os familiares alegam que o contacto com o hospital foi fraco e, em nome do sigilo profissional, recusou partilhar os resultados dos testes médicos da vítima.

Afirma que os médicos “insinuaram” que o estado de Agnieszka poderá ter sido causado pela BSE, comummente conhecida como “doença da vaca louca”, ou doença de Creutzfeldt-Jakob (CJD), sugerindo que ela comeu carne crua. O hospital não fez referência a esta afirmação na sua declaração.

No seu comunicado, o hospital avança que Agnieszka testou positivo para a covid-19 antes de morrer, embora tenha testado negativo duas vezes antes de dar entrada pela primeira vez. “Destacamos que a equipa médica fez os possíveis para salvar a paciente”, refere. Não é claro ainda se será feita uma autópsia.

Não é o primeiro caso com contornos assim na Polónia. Uma mulher, conhecida como Izabela, a quem foi negada intervenção médica quando as águas rebentaram na 22ª semana de gravidez, morreu em setembro.

A família da vítima alega que o hospital rejeitou realizar um aborto ou uma cesariana, tendo optado por citar as leis sobre o aborto. Já uma investigação descobriu que “erros médicos” levaram à morte da doente e o hospital acabou por ser multado.

https://zap.aeiou.pt/familia-da-mulher-que-nao-pode-abortar-e-morreu-acusa-polonia-de-ter-sangue-nas-maos-459756

 

quinta-feira, 27 de janeiro de 2022

OTAN, preparando-se para uma guerra no espaço !

A Organização dos Tratados do Atlântico Norte (OTAN) emitiu uma declaração formal de política, que diz que qualquer ataque aos ativos de um membro no espaço será considerado um ataque a toda a aliança. Essa política ocorre poucas semanas depois que a Rússia colocou a ISS e sua tripulação em perigo ao testar o disparo de um míssil antissatélite e durante um período de acúmulo sem precedentes por esse governo de forças ao longo da fronteira com a Ucrânia.

Como a OTAN está se preparando para uma guerra no espaço

Formada em 1949, a OTAN é uma aliança político-militar entre dois países norte-americanos, 27 países europeus e um país euro-asiático. Nesses mais de 70 anos, o grupo funcionou como um baluarte contra a expansão indesejada da Rússia, China ou outras nações não membros que poderiam ameaçar a segurança dos membros atuais.

Na esperança de estender essa postura defensiva cooperativa aos ativos desses mesmos membros no espaço, o grupo emitiu uma política espacial classificada em 2019. Agora, o grupo atualizou essa política publicamente, com a emissão de uma nova diretiva projetada para refinar ainda mais a política do grupo na defesa dos recursos espaciais dos países membros.

A nova política diz:

“Em termos de segurança e defesa, o espaço está cada vez mais contestado, congestionado e competitivo e exige que a Aliança seja capaz de operar em um ambiente perturbado, negado e degradado. As capacidades espaciais dos aliados podem se tornar um alvo de alta prioridade, dadas as vantagens que os sistemas espaciais fornecem em conflito e a dependência dos aliados desses sistemas para permitir as operações.”

A política então resume a gama de capacidades mostradas por adversários estrangeiros, incluindo “uma gama diversificada de capacidades contra-espaço para interromper, degradar, enganar, negar ou destruir capacidades e serviços em que os Aliados – e a Aliança – podem criticamente depender“.

Por exemplo, a política também observa que esses recursos adversários podem:

  • Manter ativos espaciais em risco, complicando assim a capacidade da OTAN de tomar medidas decisivas em uma crise ou conflito.
  • Negar ou degradar as capacidades espaciais dos Aliados e da OTAN essenciais para a gestão do espaço de batalha e a consciência situacional e a capacidade de operar efetivamente em uma crise ou conflito.
  • Criar impactos nos sistemas espaciais dos Aliados que sejam prejudiciais ou perturbadores para a vida econômica ou pública e violem o princípio do uso livre do espaço, mas que estejam abaixo dos limites de ameaça de força, uso de força, ataque armado ou agressão.

A política aponta:

“Vale ressaltar que tanto os segmentos espaciais (satélites) quanto os terrestres (estações terrestres e lançadores), bem como as ligações entre eles, podem ser alvos de tais capacidades.”

O mesmo documento também destaca os principais inquilinos operacionais da nova política que orientará a resposta da OTAN a qualquer ameaça aos ativos de nações membros ou mesmo de nações não membros que ameacem a paz mundial. Eles são:

  • O espaço é essencial para a dissuasão e defesa coerentes da Aliança.
  • O espaço é um ambiente inerentemente global e qualquer conflito que se estenda ao espaço tem o potencial de afetar todos os usuários do espaço. Mesmo nos casos em que a OTAN não está envolvida em conflito, os sistemas espaciais dos Aliados podem ser afetados.
  • O livre acesso, exploração e uso do espaço sideral para fins pacíficos é do interesse comum de todas as nações. A OTAN e os Aliados continuarão a realizar todas as atividades no espaço sideral de acordo com o direito internacional, incluindo a Carta das Nações Unidas, no interesse de manter a paz e a segurança internacionais e promover a cooperação e o entendimento internacionais.
  • O espaço não está sujeito à apropriação nacional por reivindicação de soberania.
  • Os aliados manterão jurisdição e controle sobre seus objetos no espaço, bem como total autoridade e soberania sobre suas capacidades e recursos espaciais.
  • Considerando que a Aliança não pretende desenvolver capacidades espaciais próprias, os Aliados comprometer-se-ão a fornecer, numa base voluntária e de acordo com as leis, regulamentos e políticas nacionais, os dados, produtos, serviços ou efeitos espaciais que possam ser necessários para as operações, missões e outras atividades da Aliança.
  • A OTAN não pretende se tornar um ator espacial autônomo. A OTAN procurará complementar e acrescentar valor ao trabalho dos Aliados e envolver-se com outras organizações internacionais relevantes, conforme apropriado, evitando duplicação desnecessária de esforços.

A guerra espacial é inevitável?

O restante do documento de política abrange uma ampla gama de possíveis respostas a atividades agressivas, bem como uma série de etapas que a organização pode tomar antes que tais ações ocorram. Mas, em última análise, o documento envia um sinal aos possíveis adversários espaciais de que a OTAN está preparada para agir em qualquer agressão.

A política diz:

“Considerando que os Aliados reconheceram que o espaço é essencial para a dissuasão e defesa da Aliança, e para uma postura coerente da Aliança, a Aliança irá considerar uma série de opções potenciais, para aprovação do Conselho, em todo o espectro do conflito para dissuadir e defender-se contra ameaças ou ataques aos sistemas espaciais dos Aliados, conforme apropriado e de acordo com os princípios descritos nesta política.”

No final, parece que o aumento do acesso ao espaço, o número de países que têm ou estão desenvolvendo esse acesso e a ampla gama de métodos, letais e não letais, que adversários podem empregar contra os meios da OTAN está levando o mundo a um inevitável conflito no espaço. Como tal operação realmente se desenrolaria é desconhecido, e a nova política apenas descreve a postura da organização, não seus métodos reais para defender esses ativos, que provavelmente são confidenciais. No entanto, dado o caminho da história humana, a guerra no espaço pode ser simplesmente o próximo passo inevitável em uma história cheia de conflitos. Felizmente para os membros da OTAN, há agora uma política formal em vigor para iniciar os preparativos, e uma que pode ajudar a impedir uma guerra no espaço, assim como as armas nucleares impediram uma guerra nuclear por mais de sete décadas.

O tempo dirá para onde tudo isso vai dar, mas nas palavras de Sting, ex-líder da banda Police, vamos apenas esperar que os russos (e chineses) também amem seus filhos.

https://www.ovnihoje.com/2022/01/26/otan-se-preparando-guerra-no-espaco/

 

Foguete da SpaceX está em curso de colisão com a Lua !

Pense numa viagem longa e estranha. Um antigo estágio de foguete Falcon 9 da SpaceX está prestes a chegar ao seu destino final, após uma jornada de aproximadamente seis anos – colidindo com a Lua de maneira espetacular.

Foguete da SpaceX está em curso de colisão com a Lua
Crédito da montagem: Trevor Mahlmann/ YouTube

O segundo estágio de uma das naves espaciais Falcon 9 da empresa foi usado para enviar o Observatório Climático do Espaço Profundo da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica para o espaço em fevereiro de 2015, relata o Ars Technica. Em vez de cair de volta à Terra, porém, o foguete ficou preso em um limbo gravitacional entre nós e a Lua.

Bill Gray, criador do rastreador de objetos próximos à Terra, o Projeto Plutão, junto com uma equipe de astrônomos amadores e profissionais, descobriu recentemente que o foguete estaria realmente caindo no lado oculto da Lua em 4 de março.

Nova cratera

Curiosamente, o acidente fornecerá aos cientistas uma rara oportunidade de observar como as crateras são formadas na Lua.

Gray diz à Ars que, se os pesquisadores puderem determinar a localização precisa do impacto, eles “serão capazes de ver uma cratera de impacto muito recente e provavelmente aprender algo sobre a geologia dessa parte da Lua”.

O foguete pesa cerca de quatro toneladas métricas e atingirá a Lua a uma taxa de 2,6 quilômetros por segundo. Portanto, deve criar uma cratera de bom tamanho para observações.

Embora isso forneça uma boa oportunidade para aprender mais sobre a Lua, de outras maneiras está longe de ser o ideal. Os foguetes geralmente são projetados para retornar à Terra para queimar na reentrada – não vagar para a Lua.

Claro, a SpaceX percorreu um longo caminho desde então e seus propulsores podem realmente pousar agora. Esperamos que nenhum foguete errante acabe caindo na Lua novamente, especialmente se acabarmos colonizando-a.

https://www.ovnihoje.com/2022/01/27/foguete-spacex-colisao-com-a-lua/

 

O Risco de uma Grande Crise Econômica em 2022 !


  https://undhorizontenews2.blogspot.com/

UE a beira de uma guerra forjada !


Os MSM ocidentais estão anunciando em uma só voz que a Federação Russa está preparando uma invasão com ataque em larga escala da Ucrânia em um futuro próximo. Eles são apoiados pelas autoridades dos estados anglo-saxões e pela burocracia de Bruxelas. Todas as declarações e medidas tomadas por Washington e Londres visam inflamar a situação. Isso inclui o aumento acentuado do fornecimento de armas, o envio de contingentes militares adicionais, o reconhecimento de que unidades inteiras de militares dos EUA já estão nas fileiras das Forças Armadas da Ucrânia, a acusação da Rússia de que ousa deslocar tropas em seu território soberano, e muito mais. Um vetor separado são os esforços para interromper o diálogo sobre estabilidade estratégica por parte dos Estados Unidos. A tal ponto que o chefe do serviço de imprensa do Departamento de Estado, Ned Price, disse que os EUA não cederão jamais à Rússia na questão das garantias de segurança, escondendo por trás da frase que quaisquer medidas relativas às propostas de Moscou em relação à segurança europeia deveriam ser tomadas de forma bilateral.

O porta-voz do Pentágono, John Kirby, disse:

“Por que tomamos essa decisão agora?” — A decisão de colocar as tropas em prontidão – “É a totalidade da situação que estamos assistindo e a decisão é baseada nesse acúmulo militar, com base em como vemos esses desenvolvimentos”. “Quero voltar à citação do presidente Biden sobre a Rússia poderia se envolver em uma agressão militar mais completa contra a Ucrânia a qualquer momento”. Um membro do conselho de administração da britânica BAE Systems, a maior empresa de fabricação de armas da Europa, cujas ações subiram 10% no mês passado, declarou: “Biden precisa estar pronto para apoiar militarmente a Ucrânia”.

Por sua vez, Joe Biden jurou ao jornalista da Fox News Peter Dusi, que lhe pergunte não sobre a Ucrânia, mas sobre a inflação: “Que filho da puta estúpido”. Biden, aparentemente, mais uma vez não prestou atenção ao fato de que os microfones ainda estavam ligados.

Tal posição dos aliados da NATO está causando perplexidade crescente na Alemanha, França, Itália, Espanha e outros países europeus que mantiveram algum grau de independência nas relações internacionais.
Até mesmo as autoridades da Ucrânia, que está de fato sob o controle de ocupação dos Estados Unidos, começam a manifestar insatisfação com a campanha de propaganda lançada em torno da possível invasão russa. O secretário do NSDC, Danilov, disse ontem: “Não vemos nenhuma base hoje para afirmar que haverá uma ofensiva em grande escala pela Federação Russa”. Ele também afirmou que não há saída ativa de representantes de embaixadas estrangeiras da Ucrânia. Segundo ele, até o momento, apenas três países anunciaram a evacuação parcial – Estados Unidos, Grã-Bretanha e Austrália.
O presidente da Ucrânia Zelensky garantiu a seus cidadãos que a situação no leste do país está sob controle,
“não há motivo para pânico”. “Estamos trabalhando para uma desescalada completa da situação por meio de um acordo pacífico.”
*
Ao mesmo tempo, a Ucrânia continua a concentrar forças de ataque no leste do país. Em 24 de janeiro, foi relatado que a UAF implantou um número significativo de equipamentos de engenharia e sapadores projetados para fazer passagens em campos minados para garantir ações ofensivas militares. Em 25 de janeiro, foram recebidas informações de funcionários da DPR de que vários lançadores de foguetes e novas unidades de tanques haviam chegado à região para formar grupos de ataque. Aviões de combate de alguns países da OTAN estão chegando à Polônia, Estados Bálticos e Bulgária.
Parece que uma certa parte do establishment de Washington e Bruxelas está fazendo o máximo para desencadear uma guerra total na Europa Oriental. Sob esse prisma, o conflito só pode ser evitado pelos esforços conjuntos da Rússia e dos maiores estados europeus, como Alemanha e França.

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Hospital nos EUA recusou transplante de coração a paciente que rejeitou a vacina contra a covid-19 !


Um hospital na cidade de Boston, nos Estados Unidos, recusou-se a realizar um transplante de coração a um paciente de 31 anos que rejeitou ser vacinado contra a covid-19.

Segundo o The Guardian, o hospital Brigham and Woman justificou a decisão com o facto de a intervenção cirúrgica “desligar” o sistema imunitário e levar a que uma infeção por covid-19 cause a morte do paciente.

DJ Ferguson, que estava sinalizado como prioritário para um transplante de coração, deixou de estar elegível por ter recusado a vacinação com uma das vacinas contra a covid-19 por ser “contra os seus princípios”.

“É uma política do hospital que está a ser aplicada e, como o meu filho não vai ser vacinado, tiraram-no da lista para um transplante de coração”, justificou o pai do paciente, David Ferguson.

“Como muitos outros programas de transplante nos Estados Unidos, a vacina contra a covid-19 é uma das várias vacinas e comportamentos de estilo de vida necessários para candidatos a transplante no sistema, a fim de criar mais hipóteses de a operação ser bem sucedida e de o paciente sobreviver ao transplante”, justificou, em comunicado, o hospital norte-americano.

A exigência desta vacina é indicada pelos Centros de Controlo e Prevenção de Doenças do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que recomendam que pessoas imunodeprimidas, incluindo recetores de transplantes de órgãos, tenham de ser vacinadas por serem considerados grupos de risco.

Outros especialistas já vieram declarar apoio à decisão do hospital, explicando que o sistema imunológico fica muito fraco após um transplante, tornando as vacinas ainda mais importantes.

“Após qualquer transplante, o sistema imunológico fica desligado. A gripe pode matar, uma constipação pode matar, a covid-19 pode matar”, disse à CBS Boston Arthur Caplan, chefe de ética da escola de medicina Grossman em Nova Iorque.

A família de Ferguson não sabe o que fazer a seguir. “Estamos a procurar todas as opções, mas estamos a ficar sem tempo”, disse o pai, citado pelo diário britânico.

DJ Ferguson, de 31 anos, foi hospitalizado em novembro, quando os seus pulmões começaram a ficar com fluidos devido a um problema cardíaco hereditário.

Diz estar a “lutar desesperadamente pela vida”, mas recusa ser vacinado. Por precisar de um transplante de coração, está a ponderar mudar de hospital.

https://zap.aeiou.pt/hospital-recusou-transplante-vacina-459500

 

Costa do Peru atingida por segundo derrame de petróleo em menos de duas semanas !

A costa do Peru foi atingida na terça-feira por um novo derrame de petróleo, quando trabalhadores da petrolífera espanhola Repsol estavam a investigar as causas de um outro derrame registado em 15 de janeiro, anunciaram hoje as autoridades locais.

“O (novo) derrame terá ocorrido em 25 de janeiro, durante os trabalhos prévios à retirada dos PLEM (Pipeline End Manifolds), os equipamentos submarinos de recolha e distribuição” do petróleo, disse a Agência de Avaliação e Fiscalização Ambiental (OEFA), organismo que depende do Ministério do Ambiente peruano, num comunicado hoje divulgado.

A quantidade de petróleo derramado na nova fuga não foi especificada.

A OEFA já tinha feito uma primeira notificação à empresa por “informação imprecisa” emitida desde o início do derrame.

Em 15 de janeiro, 6.000 barris de petróleo foram derramados no mar durante o descarregamento de um navio-tanque na refinaria La Pampilla, localizada em Ventanilla, a 30 quilómetros da capital peruana, Lima.

Segundo avançou a Marinha do Peru, num outro comunicado, a tripulação de um voo de inspeção realizado na terça-feira para monitorizar a área afetada pelo primeiro derrame observou uma “mancha oleosa” perto do oleoduto da refinaria.

Os responsáveis da refinaria alegaram que o petróleo “se tinha infiltrado no mar” antes da “inspeção e reparação do oleoduto”.

O incidente de 15 de janeiro provocou uma “maré negra” ao longo da costa da região central do Peru até a uma distância de mais de 40 quilómetros da refinaria, provocando a morte de milhares de peixes e aves marinhas e deixando centenas de pescadores artesanais sem trabalho, além de atingir duramente o setor turístico em pleno verão austral.

Segundo o Governo peruano, mais de 180 hectares de litoral estão contaminados, além de 713 hectares de área marítima.

Os responsáveis da Repsol no Peru rejeitam qualquer responsabilidade e culpam as fortes ondas que se registavam no Pacífico naquele dia devido à erupção vulcânica nas Ilhas Tonga, que desencadeou um tsunami, inundando as costas dos Estados Unidos ao Chile, bem como do Japão.

O Governo do Peru exigiu na quarta-feira passada que a Repsol atuasse “com urgência” na limpeza do derrame petrolífero, considerando ter-se tratado do “pior desastre ecológico” dos últimos anos.

Na sequência do primeiro derrame, o Governo peruano alertou a empresa espanhola para a possibilidade de ter de enfrentar uma sanção financeira e ações civis, na sequência da abertura de um processo por alegada contaminação ambiental.

https://zap.aeiou.pt/costa-do-peru-atingida-por-segundo-derrame-de-petroleo-em-menos-de-duas-semanas-459525

 

 

Pais brasileiros pressionados para não vacinarem filhos: “Foi horrível, um terrorismo” !


Regra nacional é dispensar termo de responsabilidade, se mãe ou pai estiverem presentes. Mas há cidades que ignoram essa indicação.

A vacinação às crianças que vivem no Brasil começou apenas na semana passada. Inquéritos nacionais demonstraram que os brasileiros, no geral, apoiam este processo, mas poucos dias depois há problemas e queixas diversas.

Entre as regras anunciadas pelo Ministério da Saúde local, está uma que indica que não há lugar para entrega e respectiva assinatura de um termo de responsabilidade, sempre que mãe ou pai estejam a acompanhar a criança, no momento da vacinação.

No entanto, há regras oficiais e públicas em Itaguaí, Nilópolis e Araruama (Rio de Janeiro), que mostram que nessas cidades os pais são obrigados a assinar essa declaração, mesmo que estejam presentes no posto. Uma medida que pode estar a diminuir o número de crianças vacinadas, ao longo destes primeiros dias. Há doses a mais em stock.

Entretanto, e depois de um aviso do Ministério Público em relação a um inquérito e eventuais sanções, a Câmara Municipal de Itaguaí já assegurou que enviou um comunicado para as unidades de vacinação, para esclarecer que não é necessária qualquer autorização por escrito quando as crianças estão acompanhadas por mãe ou pai.

Mas as queixas prolongam-se, precisamente em Itaguaí.

A Globo conseguiu o relato de uma mãe que levou a sua filha à vacina na semana passada e que assinou “contrariada” o tal termo de responsabilidade.

Depois, dentro de uma sala, tentaram que desistisse da vacinação: “Com portas fechadas, a agente de saúde leu uma lista de milhentas possíveis reações adversas. A cereja no topo do bolo foi quando uma mãe perguntou se a agente vacinaria o filho dela e ela deixou implícito que não. Foi horrível, um terrorismo“.

https://zap.aeiou.pt/pais-brasileiros-pressionados-para-nao-vacinarem-filhos-foi-horrivel-um-terrorismo-459469

 

Biden avisa que invasão da Ucrânia “mudará o mundo”: Sistema Swift pode ser “bomba atómica” contra a Rússia !


O presidente dos EUA, Joe Biden, alerta que uma invasão da Rússia à Ucrânia “mudaria o mundo”, pois provocaria “enormes consequências”. Um aviso que surge numa altura de alta tensão na fronteira russo-ucraniana.

Biden assegura que não tem “intenções de enviar forças norte-americanas ou da NATO para a Ucrânia”, mas os EUA colocaram 8.500 militares em “alerta máximo” perante uma possível necessidade de ajudar a Ucrânia, em caso de invasão russa.

O Departamento de Estado norte-americano já ordenou a todos os seus cidadãos na Embaixada dos EUA na Ucrânia para deixarem o país, conforme avançam vários media internacionais.

Entretanto, os EUA têm estado a enviar equipamento militar para a Ucrânia no âmbito de um pacote de “ajuda letal”, como é designada pelos órgãos de informação norte-americanos, de 200 milhões de dólares que foi aprovado por Biden em Dezembro passado.

O Reino Unido também enviou armas anti-tanques e outra ajuda militar para treinar as forças ucranianas, enquanto a República Checa anunciou que vai oferecer munições anti-aéreas.

A NATO anunciou, entretanto, o reforço das suas tropas nos países da Europa de Leste.

Enquanto isso, a Alemanha recusa enviar armamento para a Ucrânia e aposta antes na ajuda com material médico, uma posição que já foi criticada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros ucraniano, Dmytro Kuleba.

Já o presidente francês, Emmanuel Macron, defende o diálogo e diz que vai ter uma conversa telefónica com o presidente russo, Vladimir Putin, nesta sexta-feira.

E mesmo que a Rússia continue a negar quaisquer planos para uma invasão, Biden vai lançando alertas de que esse cenário levaria a “sanções económicas significativas”, incluindo medidas que podem afectar pessoalmente Putin.

Seria “a maior invasão desde a Segunda Guerra Mundial” e “isso mudaria o mundo”, avisa ainda o presidente dos EUA.
Sistema Swift como arma “nuclear”

Uma das sanções em cima da mesa contra a Rússia será a possibilidade de desligar o país da rede financeira Swift, o sistema de transacções financeiras que é essencial para o comércio e as finanças internacionais.

O Swift permite os pagamentos automáticos e seguros entre clientes e transacções de acções e obrigações no mercado de capitais. Cortar a ligação desta rede internacional à Rússia é uma medida definida como “nuclear”, pois afectaria de forma drástica a economia russa, como repara o jornal francês Le Monde.

Sem esse sistema de transacções, os bancos russos seriam obrigados a voltar ao tempo do “antigamente”, com as operações a serem feitas por via manual, através de fax ou de email, o que levaria a atrasos e a riscos de segurança, conforme realça o Le Monde.

A ameaça de usar o “Swift” como uma espécie de “bomba atómica” contra a Rússia terá sido feita pelos EUA, ainda de acordo com o mesmo jornal francês, no âmbito do que seria uma “guerra económica” como resposta contra a invasão à Ucrânia.

Em 2012, o Irão já foi alvo de uma medida semelhante, quando a ligação do sistema Swift a este país foi suspensa por ordem do Conselho da União Europeia (UE), após pressões dos EUA. A medida permitiu isolar e enfraquecer a economia iraniana no âmbito das discussões em torno do seu programa nuclear.

Contudo, a possibilidade de fazer o mesmo à Rússia levanta algum cepticismo dos líderes mundiais. A ministra dos Negócios Estrangeiros da Alemanha, Annalena Baerbock, já expressou as suas dúvidas em entrevista ao jornal alemão Sueddeutsche Zeitung.
Gás como “arma” contra a Europa

Entretanto, na guerra sem equipamentos militares, também há a preocupação de que a Rússia use o gás que abastece boa parte da Europa como arma de arremesso.

Segundo dados do Eurostat, “dos três quartos [de gás] que chegam [à Europa] de fora, 41% são comprados à Rússia, 16% à Noruega, 8% à Argélia e 5% ao Qatar”, como cita o Observador.

Além disso, a Rússia também fornece “um terço das importações” de petróleo bruto da UE, como destaca ainda a mesma publicação.

Assim, para não enfraquecer o poder negocial da Europa no domínio de uma “guerra” mundial contra a Rússia, os EUA estarão a tentar encontrar alternativas, nomeadamente junto de países de Médio Oriente, Ásia e África, para aumentar a produção de gás natural liquefeito. Esse excedente seria desviado para a Europa em caso de corte do fornecimento russo.

Porém, nem a Rússia tem muito interesse em promover cortes de gás e petróleo, pois seriam péssimos para a sua economia que precisa dessas receitas.

“Preocupada”, Rússia mantém pressão militar

No meio de todas estas dúvidas, a Rússia manifestou “grande preocupação” com a mobilização de tropas dos EUA, segundo palavras do porta-voz da Presidência russa, Dmitry Peskov, citado pelas agências noticiosas France-Presse (AFP) e EFE.

Mas, apesar disso, a Rússia mantém as operações militares nas zonas de fronteira com a Ucrânia. Mais de 60 caças e caças-bombardeiros russos têm participado em exercícios de disparo de mísseis no sul da Rússia, na península da Crimeia e nas regiões de Rostov e Krasnodar, perto da Ucrânia.

Os grupos aéreos do distrito militar do Sul e da frota do Mar Negro estão a mover-se para aeródromos operacionais e a ensaiar ataques de mísseis à “maior distância possível”, de acordo com um relatório militar russo citado pela agência Interfax.

Nos últimos dias, as autoridades russas já tinham informado que mais de 6.000 soldados do distrito militar sul tinham sido colocados em alerta como parte de um exercício para verificar a capacidade de combate das unidades.

Estes exercícios aéreos coincidem com a escalada de tensões sobre a situação na Ucrânia, em cujas fronteiras, segundo o Governo de Kiev, a Rússia já concentrou mais de 100.000 militares.

O Kremlin insiste que não tem intenção de atacar a Ucrânia e que todos os movimentos de tropas e actividades militares dentro do território da Rússia são uma questão de soberania.

“Último exemplo de que a Europa está em perigo”

Esta ameaça de um ataque militar da Rússia contra a Ucrânia é “o último exemplo” de que “a Europa está em perigo”, como notou o Alto Representante da UE para a Política Externa e de Segurança, Josep Borrell.

“Antes, quando se dizia isto, alguns riam-se, mas agora já se riem menos“, observou Borrell dirigindo-se a eurodeputados, em Bruxelas, num debate sobre a «Bússola Estratégica», o documento que vai definir a futura política de segurança e defesa do bloco europeu, atualmente a ser negociado pelos 27 Estados-membro com vista à sua adopção em Março.

O chefe da diplomacia europeia salientou a importância de a Europa reforçar as suas capacidades e autonomia estratégicas, dando a tensão a Leste como exemplo das ameaças que pairam sobre a Europa. “Enfrentamos desafios. A Europa está em perigo“, reforçou.

“O que está claro é que necessitamos de aumentar a nossa capacidade de actuar rapidamente e de forma decidida, e os acontecimentos recentes, aqui e ali, demonstram-no claramente”, concluiu Borrell.

https://zap.aeiou.pt/invasao-ucrania-swift-russia-459354

 

Abuso sexual: The Voice holandês suspenso - Criador do programa abriu o jornal e leu um “recado” !


Programa televisivo foi suspenso nos Países Baixos, após queixas de mulheres. John de Mol disse frases que não agradaram às funcionárias da ITV.

O famoso programa The Voice foi suspenso nos Países Baixos – país onde foi criado – devido a diversas queixas de abusos sexuais. Os acusados são dois dos jurados da edição actual e o líder da banda.

No dia 13 de Janeiro a BNNVARA publicou uma reportagem que contou com dezenas de testemunhos anónimos, de mulheres que relataram episódios de assédio ou mesmo de abuso sexual. Marco Borsato, Ali B (júris) e Jeroen Rietbergen (líder da banda) são os visados.

Uma mulher diz que foi violada por Ali B, nos bastidores do programa. O rapper já reagiu e assegurou que está inocente.

Marco Borsato foi o “alvo” de seis mulheres – três delas participaram na altura no The Voice Lida, eram menores. O cantor também nega qualquer crime.

O caso de Jeroen Rietbergen é diferente. Ainda antes da publicação da reportagem, o líder da banda do programa admitiu que teve “contactos sexuais” com participantes e que lhes enviou mensagens de carácter sexual. Pediu desculpa e explicou que não tinha noção de que estava a ter comportamentos errados, na altura. Demitiu-se dois dias depois de os relatos se terem tornado públicos.

Anouk, cantora que também fazia parte do júri, decidiu abandonar imediatamente o programa. “Já ouvi o suficiente. Não vou voltar ao The Voice. Não quero trabalhar num local onde uns homens abusaram e outros silenciaram, olharam para o lado”, anunciou a cantora que representou a Holanda no Festival Eurovisão da Canção 2003.

A RTL, estação televisiva que transmite o programa, retirou imediatamente o The Voice da grelha. Já não transmitiu o episódio seguinte e o programa, que tinha estreado uma semana antes (12.ª temporada), continua suspenso.

“As acusações são muito serias e chocantes. E a RTL não sabia disto. Contactámos a produtora do programa, ITV, que vai iniciar uma investigação imediatamente. O programa está suspenso até haver uma clarificação da situação”, anunciou a RTL, em comunicado.
Reacção do criador

O The Voice foi criado em 2010 precisamente nos Países Baixos, por John De Mol – que foi o responsável pelo aparecimento de outros sucessos televisivos, como Big Brother e Fear Factor.

De Mol preferiu não comentar o assunto, durante os primeiros dias, mas na quinta-feira passada cedeu uma entrevista (ao mesmo canal que publicou a reportagem) e contou que não tinha noção destas situações com os júris – embora tivesse recebido uma queixa enquanto era produtor-executivo do programa, em relação a Jeroen Rietbergen.

“Chamei o Rietbergen e estive aos gritos com ele durante meia hora. Tive que me controlar para não lhe dar um murro na cara”, relatou, acrescentando que o músico foi avisado: se repetisse qualquer gesto abusivo, seria despedido.

Agora, mesmo não estando ligado ao programa desde 2019, sente-se “responsável” pela existência destas queixas: “Não quer dizer que tenha visto algo e que as tenha encoberto. Estas pessoas foram magoadas. Há vítimas“.

No entanto, a parte da entrevista que originou novas reacções foi esta: “Mulheres, não esperem. Não tenham medo. Têm que abrir a boca. Só assim nós podemos ajudar-vos. Aparentemente, as mulheres têm algum tipo de vergonha. Não sei o que é, mas gostaria de aprofundar o assunto”.
Anúncio no jornal

No dia seguinte, o jornal Algemeen Dagblad tinha um “recado” para John de Mol, em forma de anúncio: “Querido John, não são as mulheres. Cumprimentos das mulheres da tua empresa”.

Esta reacção à entrevista teve continuidade num comunicado: “Ficamos assombradas e envergonhadas. Isto diz muito sobre a mudança de cultura que é necessária dentro da empresa, mas também no mundo da comunicação social e na sociedade no geral. E sobretudo em grandes empresas, onde este tipo de pensamentos errados ainda é seguido por homens no poder”.

“O comportamento das mulheres não é o problema. E também não é a solução. Esta declaração é, obviamente, também para incentivar todas as outras vítimas de abusos sexuais no local de trabalho”, continua o comunicado do grupo de funcionárias da produtora Talpa Media, fundada pelo empresário.

John De Mol já esclareceu: “Agora compreendo que, contrariamente às minhas boas intenções, não levei em conta o facto de que, de forma completamente involuntária, dei a impressão de que estava a culpar as mulheres“.

“Agora tornou-se claro para mim que as mulheres não vão apresentar denúncias se a cultura de uma empresa não for suficientemente segura. Lamento que, aparentemente, esse seja o caso da minha empresa e estou 100 por cento comprometido em mudar isso”, declarou De Mol.

https://zap.aeiou.pt/abuso-sexual-the-voice-suspenso-459349

 

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