segunda-feira, 26 de junho de 2017

Condenado a 13 anos de prisão por asfixiar namorada até à morte !

O Tribunal de Guimarães condenou, a 13 anos de prisão, um pedreiro de 36 anos que, em março do ano passado, asfixiou até à morte a namorada prostituta.

Poliana Ribeiro tinha 34 anos e trabalhava numa casa de alterne disfarçada de bar no centro de Guimarães, onde residia com Miguel Martins, com quem mantinha uma relação amorosa.

Na noite do homicídio, a mulher disse ter dúvidas sobre a relação que ambos mantinham e gerou-se uma discussão. Na sequência disso, Miguel Martins asfixiou-a até ela perder os sentidos e abandonou a casa, tendo deambulado durante toda a noite até se entregar, de manhã, na esquadra da PSP de Guimarães.
Para o coletivo de juízes, Miguel Martins teve "plena consciência" dos atos que praticou e que configuram homicídio simples. A defesa alegava que Miguel tinha saído do quarto com Poliana ainda viva e que o arguido não sabia que a tinha matado. Só que a versão não foi aceite pelo tribunal, uma vez que, antes de se entregar, Miguel ligou para o telefone de Joaquina, a dona da casa de alterne, "ao invés de ligar para o telemóvel da vítima", o que seria o mais razoável caso pensasse que ela estava viva. Para além disso, quando se entregou na esquadra da PSP, Miguel Martins admitiu ter morto Poliana.

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A autópsia à jovem brasileira concluiu que a morte se deu por asfixia. Assim, tendo em conta as atenuantes de ausência de antecedentes criminais e o facto de estar inserido na sociedade à data dos crimes, mas também tendo em conta as agravantes do dolo, elevado grau de ilicitude, o lapso de tempo passado com a vítima morta, os meios usados e o sofrimento infligido a Poliana, o tribunal decretou a pena de 13 anos.

Miguel Martins tem ainda de pagar 140 mil euros ao marido e filha da vítima, pois esta era casada com um homem de Aveiro, apesar de estarem separados.

À saída, a advogada da família disse que ia analisar o acórdão para saber se apresenta recurso. Já Lima Martins, advogado do arguido, não tem dúvidas de que vai recorrer para a Relação. "Considerando que o processo se iniciou coxo com uma detenção ilegal, que continuou coxo e que findou coxo, porque a perícia foi "simplex" e não consegue demonstrar a causa da morte, a minha convicção e intenção é recorrer".

Fonte: http://www.jn.pt/local/noticias/braga/guimaraes/interior/condenado-a-13-anos-por-asfixiar-namorada-ate-a-morte-8591820.html

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