terça-feira, 5 de janeiro de 2016

A quinta dos cadáveres !

Nos Estados Unidos é muito comum a existência de “fazendas de corpos” (“body farms”, no original). O Texas possui uma das maiores, com aproximadamente 50 cadáveres espalhados em mais de 16 hectares de terra.
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Alguns estão mumificados e outros foram atacados ferozmente por abutres. Porém, os mais assustadores são os frescos, pois ficam inchados devido às poucas semanas transcorridas após a morte.
O campo de estudo está estabelecido no Freeman Ranch e faz parte do Centro de Antropologia Forense da Universidade do Texas. Os defuntos são doados e deixados a céu aberto para que os pesquisadores possam compreender o processo de decomposição, visando assim auxiliar nas investigações criminais.
“Basicamente, nós queremos descobrir como a decomposição funciona”, explica Daniel Wescott, o antropólogo-diretor do recinto e professor da Universidade do Texas. “Há um miniecossistema ocorrendo nos corpos e queremos entendê-lo por inteiro”, complementa.
O primeiro estudo sobre a decomposição humana chamado Washing Away of Wrongs e escrito pelo juiz Song Ci no século 13, ensina como examinar um corpo e determinar a causa da morte. Já em 1800, vários estudiosos europeus observaram os estágios específicos pelos quais o corpo passa durante o processo de apodrecimento.
Na década de 70, os cientistas forenses utilizavam carcaças de porcos para averiguar detalhadamente os dados que envolvem o intervalo post-mortem – o período entre o momento em que a pessoa morre e o corpo é encontrado. Nessa época, ninguém nunca havia observado um corpo humano em deterioração em um ambiente controlado.
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Nos anos 80, William Bass fundou a primeira fazenda de corpos. A ideia surgiu após ele ter sido chamado para ajudar os policiais em uma cena de crime local. Nela, uma cova do tempo da Guerra Civil Americana havia sido violada e suspeitaram que o cadáver fosse recente – provavelmente trocado pelo assassino para encobrir as evidências. Nisso, Bass avaliou as roupas e outros fatores e descobriu que esse não era o caso.
A partir daí, o cientista passou a coletar amostras para análise, tendo como objetivo expandir o conhecimento sobre a decomposição humana. Depois de alguns anos, a fazenda de corpos no estado do Tennessee já havia analisado mais de 650 falecidos, legitimado o estudo e estabelecido muito do que sabemos atualmente.

A maior fazenda de corpos do mundo

A fazenda de corpos do Texas é gerenciada por quatro funcionários em tempo integral, mas recebe dezenas de voluntários graduados ou não. Nela, encontram-se mais de 200 esqueletos contemporâneos. Wescott informa que isso é importante porque o corpo humano está sempre mudando – hoje em dia, principalmente por causa da obesidade.
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As outras coleções nos EUA possuem mais amostras históricas. Portanto, ter uma amostra recente de defuntos auxilia no processo de determinação da idade de uma pessoa não identificada e encontrada em circunstâncias misteriosas. Em um de seus casos, Wescott conta que foi chamado para ajudar na análise de um corpo decapitado, achado próximo à cidade de Columbia, em 2008.
“A primeira coisa que notei foram os ossos da coxa”, diz o atropólogo. “Eles eram muito mais finos do que o normal e se se uniam ao corpo em um ângulo estranho”, complementa. Depois de comparar com as amostras da universidade, ele deduziu que esse era o resultado de um longo período sentado – provavelmente em uma cadeira de rodas.
Nisso, a polícia informou ao público a descoberta. O caso foi encerrado quando um vendedor de cadeiras de rodas ouviu a notícia, telefonou e disse que uma de suas clientes havia desaparecido e não retornava mais suas chamadas.

Fazendas:
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Fonte: http://www.issoebizarro.com/blog/mundo-bizarro/a-fazenda-de-corpos/

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